#Gay #Sado

O dia que descobri quem eu sou. Petplay

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Petsubmisso

Durante muitos anos, tentei me encaixar em relacionamentos comuns. Gostava das pessoas, me apaixonava, fazia o possível para agradar, mas sempre sentia que faltava alguma coisa. Era como se eu estivesse interpretando um papel que nunca havia sido escrito para mim.
Foi então que conheci um homem diferente.
Ele não precisou levantar a voz nem demonstrar força para chamar minha atenção. Bastou a tranquilidade com que me observava. Enquanto eu falava sobre minha vida, ele parecia enxergar algo que eu mesmo ainda não conhecia.
Depois de algumas conversas, ele sorriu e disse:
— Você passa o tempo todo tentando cuidar de todo mundo. Mas já percebeu como seus olhos mudam quando alguém cuida de você?
Fiquei em silêncio.
Ele continuou:
— Acho que você não nasceu para disputar o controle. Acho que você nasceu para confiar. Para seguir. Para pertencer.
Aquelas palavras permaneceram comigo durante dias.
Nossa relação cresceu devagar. Nunca houve pressa. Ele dizia que um bom Alpha não impõe; ensina. E um bom puppy não obedece por medo, mas porque encontra felicidade na confiança.
Foi ele quem me apresentou ao universo pet play.
No começo, tudo parecia estranho. Uma coleira. Uma guia. Uma bolinha de borracha. Eu olhava aqueles objetos sem entender como poderiam significar tanto.
Então ele colocou delicadamente a coleira em meu pescoço.
Não era um gesto de posse.
Era um gesto de acolhimento.
Ele segurou meu rosto entre as mãos e perguntou:
— Está confortável?
Respondi que sim.
— Então lembre-se de uma coisa. Essa coleira não diminui quem você é. Ela apenas lembra que você encontrou o lugar onde pode descansar.
Naquele dia, chorei.
Não de tristeza.
Mas porque, pela primeira vez, senti que não precisava fingir ser alguém diferente.
Os dias foram passando, e meu Alpha começou a criar pequenas rotinas.
Quando ele chegava em casa, eu gostava de recebê-lo com um sorriso. Às vezes ele brincava comigo jogando minha bolinha pela sala. Eu corria para buscá-la com uma alegria que nem eu sabia explicar.
Quando voltava e a colocava em sua mão, ele acariciava meus cabelos e dizia:
— Bom menino.
Essas duas palavras tinham um efeito difícil de descrever.
Era como se todo o meu esforço tivesse valido a pena.
Também havia momentos em que ele colocava minha água em uma vasilha escolhida especialmente para mim. Outras vezes preparava um pequeno petisco e ria ao ver minha felicidade com um gesto tão simples.
Quem olhasse de fora talvez não entendesse.
Mas não era sobre os objetos.
Era sobre o significado.
Cada detalhe dizia a mesma coisa:
"Você pertence. Você está seguro."
Meu Alpha nunca precisou usar violência.
Quando eu errava, ele conversava comigo.
Quando eu acertava, fazia questão de reconhecer.
Foi assim que aprendi que submissão não significa perder a própria voz.
Significa escolher confiar.
Significa entregar o coração a alguém que sabe cuidar dele.
Com o tempo, passei a compreender meus próprios desejos.
Descobri que minha maior felicidade era vê-lo satisfeito.
Gostava de antecipar suas necessidades.
Gostava de perceber seu sorriso quando eu lembrava de pequenos detalhes.
Gostava de ser útil.
Gostava de agradá-lo.
E, acima de tudo, gostava de sentir que ele tinha orgulho de mim.
As noites eram sempre meu momento favorito.
Depois de um dia inteiro de trabalho, de conversas, brincadeiras e carinho, eu me aninhava ao lado dele no sofá.
Ele passava a mão pelos meus cabelos enquanto assistíamos a um filme qualquer.
Às vezes nem prestávamos atenção na televisão.
Bastava o silêncio.
Antes de dormir, ele sempre repetia a mesma frase:
— Continue sendo esse bom menino que você é.
Hoje, olhando para trás, percebo que ele nunca me transformou em um puppy.
Ele apenas revelou aquilo que sempre esteve dentro de mim.
Continuo acreditando que existe um Alpha capaz de compreender esse tipo de vínculo.
Alguém que veja na submissão não um instrumento de poder, mas uma troca de confiança.
Alguém que entenda que um puppy pode ser completamente dedicado sem deixar de ser respeitado.
Se esse Alpha estiver lendo estas palavras, quero que saiba apenas uma coisa:
Ainda guardo minha coleira.
Ainda sorrio quando imagino ouvir "bom menino".
E continuo acreditando que, em algum lugar, existe um Alpha disposto a caminhar ao lado do puppy que aprendeu que a maior demonstração de força é confiar, amar e pertencer.
Infelizmente meu Alpha se foi... A pandemia o levou. Depois de tanto tempo, estou aqui implorando que um Alpha me encontre... Esse foi o único caminho que encontrei e já tentei outros, mas sem sucesso...
Se o senhor é o meu Alpha, por favor fale comigo, [email protected]

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